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sábado, 11 de outubro de 2008

Enfim, ainda só

Eu pensei muito durante os últimos dias sobre o animalzinho compacto que pretendia adquirir. Li e reli as sugestões que vocês me mandaram. Bem, o que posso dizer sobre elas:

Primeiro: eu disse que não queria répteis ou anfíbios. Isso já elimina as tartarugas, cágados, jabutis ou qualquer derivação desse animalzinho que praticamente não se mexe e de alguma forma, que não consigo entender, me dá aflição.

Segundo, acho injusto aprisionar animais que voam, isso inclui pássaros, dragões e baratas voadoras (essa última prefiro matar mesmo). Não acho muito sensato deixar eles dentro de uma gaiola presos sabendo que eles poderiam estar por aí voando, o que por sinal é muito mais interessante que ficar dentro de uma gaiola. Papagaios são divertidos, sempre achei legal você falar alguma coisa e eles repetirem com aquela voz engraçada. Poderia até ensinar palavrões para ele, ou talvez palavras de ânimo, do tipo:

- Augusto, levanta gatão! Ou quem sabe:
- A prova de metodologia foi cancelada!

É, seria legal, mas acho que em algum momento do dia ia querer que ficasse e quieto se ele não me obedecesse ele iria parar fora do meu apartamento.

Terceiro: labradores e cocker spaniel não são cachorros compactos o bastante para o meu apartamento, não mesmo, assim como dálmatas, pit bulls ou qualquer outro cachorro de porte médio ou grande.

E por último falarei dos quatis, se você assim como eu não sabia o que é isso, voilà: Mamífero aparentado do guaxinim, possuindo, entretanto um nariz mais comprido, e um corpo mais alongado. A coloração, em geral, é cinzento-amarelada (não faço a mínima idéia de que cor seja essa), focinho e pés pretos, cauda com 55 cm. Mede de corpo 70 cm. Vive em bandos de oito a dez, é praticamente onívoro, e se adapta bem ao cativeiro. São animais diurnos.

Aparentemente perfeito, onívoro, com 70 cm de corpo e que se adaptam bem ao cativeiro. No entanto, uma única razão me vez desistir da companhia de um quati, não quero ser processado ou cassado pelo Ibama.

Agradeço todas as sugestões enviadas, mesmo sem ter aceitado nenhuma, elas foram muito úteis. Afinal, me fizeram perceber o que eu não quero ter e que também não quero continuar tão sozinho.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

“Eu estava só...sozinho

... Mais solitário que um paulistano, que um vilão de filme mexicano.”

Aqui, abrimos um parêntese, afinal eu não acho que os paulistanos são pessoas solitárias, apenas são desprovidos de tempo para ter vida social. Ah, e também nunca assisti filmes cujo vilão era mexicano, logo, não sei afirmar se ele é o tipo sozinho, ou o tipo máfia italiana, onde os bandidos são praticamente uma família.

Bem, mas não quero discorrer sobre a música do Zeca Baleiro, que por sinal eu gosto bastante. Quero escrever sobre minha primeira reflexão nesse quase um mês no 102 (semana que vem, mais precisamente dia 29 de setembro completa um mês). Então, percebi que precisava de algum animalzinho, um bichinho de estimação que me faça companhia quando eu perceber que o msn não está funcionando.

Pensei num cachorro, algo assim pequeno e compacto, como um pinscher ou yorkshire, mas pinschers latem muito e eu correria o risco de ser expulso do prédio. E quanto ao yorkshire, não conseguiria mantê-lo limpo e cheiroso, mal consigo me manter limpo.

Pensei num gato, gatos são independentes, se auto-banham e gostam de comer e dormir. Até se parecem comigo, mas e se quando ele ficar mais assanhadinho e quiser pular a janela? Ploft (sim, eu utilizo onomatopéias). Desisti de querer um gato.

Que tal um peixe? Não, peixes não são bons pra suprir carência afetiva.
Vou continuar pensando a respeito, e aceito dicas também, desde que não sejam anfíbios ou répteis. Não me dou muito bem com animais de sangue frio.